O que são, para que servem e quais os desafios dos biobancos?

A iniciativa do ISPUP vai reunir especialistas, políticos e membros da sociedade civil para discutir os principais desafios e promessas dos biobancos.

Especialistas, políticos e membros da sociedade civil, entre os quais Alexandre Quintanilha (deputado à Assembleia da República) e Henrique Barros (Presidente do ISPUP), vão estar no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto), no dia 5 de fevereiro, para discutir os principais desafios e promessas dos biobancos – repositórios de amostras humanas que ajudam a prever o aparecimento de doenças. A iniciativa é do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

Semelhantes a uma “biblioteca” da vida, onde se guarda informação das pessoas, não só para caracterizar o seu atual estado de saúde, mas também para ajudar a prever o aparecimento de doenças, os biobancos são estruturas com uma centralidade recente na investigação em saúde e que, como tal, levantam um conjunto de desafios que merecem ser analisados.

Criados com o objetivo de facilitar a investigação na área da saúde, os biobancos ajudam a desvendar as causas e os mecanismos das doenças e a encontrar formas de as prevenir e mitigar. Por isso mesmo são um recurso valioso para a investigação em saúde pública.

Placenta, sangue venoso, soro, sangue de cordão umbilical e leite materno são exemplos de amostras doadas voluntariamente por indivíduos para integrarem estas estruturas de investigação.

Tendo em conta o potencial dos biobancos e o benefício que oferecem à sociedade, importa refletir sobre as questões éticas e legais que emergem neste campo. Pode, por exemplo, um dador de amostras a um biobanco fornecer consentimento informado, na plena aceção do conceito, se os seus dados forem usados em investigações cujos propósitos ainda não são conhecidos? Deve, ou não, informar-se os dadores sobre os resultados da investigação e sobre as suas descobertas incidentais? Como deverão os dadores e os restantes cidadãos participar nos processos de decisão relativos ao uso que é dado às amostras?

Estas e outras questões vão ser respondidas por um vasto painel de especialistas que inclui nomes como Alexandre Quintanilha (deputado à Assembleia da República e presidente da Comissão de Ética para a Investigação Clínica – CEIC), Henrique Barros (Presidente do ISPUP), Pedro Silvério Marques (Ser+), Vítor Veloso (Liga Portuguesa Contra o Cancro) e Elsa Mateus (Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas).

O objetivo é discutir as múltiplas implicações de um fenómeno ainda pouco conhecido, mas que será cada vez mais importante no futuro próximo.

A conferência “Biobancos, investigação e saúde pública: promessas e desafios” tem início às 10h00. As inscrições estão a decorrer aqui.