O Porto 2001 em debate 15 anos depois

Porto 2001

(Foto: JPN)

Vários professores e investigadores da Universidade do Porto vão participar a partir desta terça-feira, 11 de outubro, num debate alargado sobre os 15 anos passados sobre Porto – Capital Europeia da Cultura. O ciclo vai prolongar-se até maio e pretende reflectir sobre o que se fez, como se fez e o que valeu a pena fazer, tomando como ponto de partida questões como: – A durabilidade dos projetos verificou-se? Os efeitos multiplicadores aconteceram? Houve equilíbrio entre o novo e disruptivo e o que já existia?

O Ciclo PORTO 2001-15 anos depois quer contar a história de um ano em que a cidade foi, em parceria com Roterdão, Capital Europeia da Cultura, mas também o tempo de vida da Porto 2001, S.A., de 30 de Janeiro de 1999 a 30 de Junho de 2002: três anos e meio para organizar, realizar e prestar contas.

Organizado pelo Círculo Dr. José de Figueiredo | Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, em consonância com a Direcão do Museu, o ciclo inclui oito sessões (ver programa completo) por onde passarão nomes como o pianista Fausto Neves, os sociólogos José Madureira Pinto e João Teixeira Lopes, o cineasta Rodrigo Areias, Tereza Siza (ex-diretora do Centro Português de Fotografia), o ator António Capelo e o crítico Miguel von Hafe Perez.

A última sessão do ciclo realiza-se a 16 de maio e inclui uma homenagem póstuma a Paulo Cunha e Silva, antigo estudante e professor da Universidade do Porto e ex-vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto (CMP). A homenagem é organizada conjuntamente pela U.Porto, Fundação de Serralves e visa lembrar o percurso de Paulo Cunha e Silva antes e depois de 2001.

As sessões acontecem sempre às 21h30, no Auditório do Museu Nacional de Soares dos Reis (com exceção da última). A organização e apresentação ficará a cargo de Manuela de Melo,  antiga vereadora da Cultura e Turismo da Câmara Municipal do Porto e que esteve, desde o início, ligada à candidatura e organização do evento.

A sessão inaugural terá como oradores o geógrafo Álvaro Domingues e o arquiteto Nuno Grande, ambos professores da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, a que se junta Paulo Sarmento e Cunha, diretor-geral da Casa da Música.