NASA e U.Porto em operação conjunta para a observação dos oceanos

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Os veículos submarinos do LSTS serão utilizados neste projeto de investigação conjunto com a NASA.

A NASA e a Universidade do Porto estabeleceram um protocolo de colaboração para a observação do Atlântico Norte, que envolverá operações conjuntas com veículos autónomos aéreos, submarinos e de superfície. O objetivo é partilhar conhecimento e informação, esperando-se o desenvolvimento de software e de novos sensores que possam ser integrados nestes veículos não-tripulados.

Através do acordo de cooperação agora assinado entre o Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e o Diretor da Divisão Científica da NASA, Dennis McSweeney, os investigadores da U.Porto e da agência espacial norte-americana vão poder partilhar tecnologias e conhecimento desenvolvidos nos dois extremos do Oceano Atlântico. Mais concretamente, as acções serão implementadas pelo NASA’s Ames Research Center (ARC), pela Universidade do Porto e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera e contará com equipas de investigação conjuntas, envolvendo engenheiros e cientistas destas instituições.

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O drone aéreo X8 desenvolvido pelo LSTS será outro dos veículos a participar neste projeto.

As atividades a desenvolver no âmbito deste protocolo incluem troca de dados para estudos do campo gravítico, projeto e adaptação de novos sistemas multi-veículo e integração de novos sensores nos veículos submarinos, de superfície e aéreos do Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática (LSTS) da Faculdade de Engenharia da Universidade do PortoVisa também a evolução do software para comando e controlo de sistemas multi-veículo desenvolvido pelo LSTS, para apoio a missões conjuntas, e a integração com o software Mission Tools Suite da NASA-Ames. 

Estes desenvolvimentos serão avaliados e testados em experiências de campo no Atlântico Norte pela agência espacial norte-americana, pela Universidade do Porto e pelos seus parceiros na área do mar.

O acordo poderá ainda contemplar possíveis aditamentos, através da assinatura de ambas as partes, de modo a incluir outros projetos conjuntos que tenham como propósito a investigação científica sobre o clima, a atmosfera, o mar e a biologia.