ISPUP em projeto europeu para promover ambientes de trabalho mais saudáveis

O ISPUP é uma das entidades participantes no OMEGA-NET, uma ação europeia, que tem em vista integrar e otimizar as coortes de saúde ocupacional na Europa.

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) é uma das entidades participantes na rede OMEGA-NET, uma ação europeia que tem em vista integrar e otimizar as coortes de saúde ocupacional na Europa. O objetivo último é identificar riscos para a saúde relacionados com o trabalho e apontar políticas de prevenção que garantam um contexto laboral mais saudável nas empresas.

“A descoberta de metade dos 120 agentes considerados cancerígenos para os seres humanos pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) deu-se no contexto de exposições no ambiente de trabalho”, referiu Kurt Straif, da IARC, na reunião de lançamento do OMEGA-NET, que decorreu nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Instituto de Salud Global Barcelona (ISGlobal). Esta reunião inaugural contou ainda com a participação da investigadora Raquel Lucas, do ISPUP.

Grupo que participou na reunião plenária da Ação COST OMEGA-NET, que decorreu em Barcelona, nos dias 20 e 21 de fevereiro, e que contou com a participação da investigadora Raquel Lucas, do ISPUP.

Esta Ação COST, financiada pela Comissão Europeia, envolve 73 participantes de 28 países. O propósito é identificar riscos para a saúde relacionados com o trabalho e propor políticas de prevenção. Para tal, o projeto vai inventariar as coortes de saúde ocupacional existentes na Europa, harmonizar a sua informação, estabelecer protocolos estandardizados para futuras coortes e desenvolver atividades de divulgação e formação.

Segundo Kurt Straif, mais de 80 mil substâncias químicas utilizadas na indústria não foram avaliadas, sendo portanto necessário melhorar os dados relativos à exposição a estas substâncias, estimar a carga de doença provocada por esta exposição e avaliar o impacto económico da inação.

Outro dos objetivos do OMEGA-NET passa por melhorar o processo de recolha de dados para futuras coortes de saúde ocupacional, colocando ênfase em “novas” exposições e outcomes: envelhecimento ativo, horário de trabalho (incluindo os turnos da noite), condições laborais dos jovens e doenças cutâneas (o cancro da pele é o cancro ocupacional mais frequente, devido à exposição aos raios ultravioleta).

O projeto pretende constituir-se como uma boa oportunidade para consolidar a investigação em saúde ocupacional na Europa, ajudando a identificar e a prevenir agentes de saúde nocivos a que os profissionais estão expostos nos ambientes de trabalho e que passam frequentemente despercebidos.