Pires de Lima e Manuel Loff debatem influência da “Seara Nova”

Professores da Faculdade de Letras vão analisar os noventa anos de atividade da Seara Nova.

No próximo dia 23 de abril, o Salão Nobre da Universidade do Porto (Reitoria da U.Porto, Praça Gomes Teixeira) será o palco para um debate sobre a atividade de uma das mais importantes publicações do Portugal contemporâneo: a revista Seara Nova.

Fundada em 1921 por um grupo de intelectuais – Aquilino Ribeiro, Jaime Cortesão, Raul Brandão, Raul Proença, entre outros – a Seara Nova assumiu desde sempre como missão fundamental o “combate pela democracia política, económica, social e cultural, pelas liberdades individuais e coletivas”. É essa história que a ex-ministra da Cultura e professora da Faculdade de Letras da U.Porto, Isabel Pires de Lima, e o também docente da FLUP e historiador Manuel Loff, vão revisitar com a audiência numa viagem pelos 90 anos de vida da revista.

Manuel Loff é antigo estudante da Faculdade de Letras da U.Porto (com licenciatura em História). É, atualmente, professor associado e investigador do Departamento de História, com especialização em História política, ideológica e social do século XX. Isabel Pires de Lima é doutorada em Literatura Portuguesa pela FLUP e é também professora catedrática e investigadora. Foi Ministra da Cultura do XVII Governo Constitucional (2005-2008) e deputada à Assembleia da República entre 1999 e 2008.

A sessão tem início às 21h30. A entrada é livre.

Os 90 anos da Seara Nova na U.Porto

Recorde-se que desde o passado dia 11 de abril e até ao próximo dia 24 de maio está patente na Reitoria da U.Porto a exposição “Seara Nova – 90 anos de intervenção cívica e cultural”. Reunindo registos documentais desde a primeira edição da revista até aos dias de hoje, a exposição permite revisitar a história de uma publicação que ajuda a traduzir o pensamento português do século XX e da alvorada do século XXI. Pelo caminho, o visitante é ainda desafiado a (re)conhecer muitas das mudanças sociais e políticas que ocorreram em Portugal após a implantação da República.