Investigadores da U. Porto querem saber o que comem os portugueses

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Investigadores da U.Porto propõem a criação de um sistema de vigilância da alimentação e da atividade física em Portugal.

No dia 12 de maio, às 9h30, na Aula Magna da Faculdade de Medicina (FMUP), decorre o workshop “Sistemas de Vigilância em Alimentação, Nutrição e Atividade Física”, que vai reunir perto de uma centena de investigadores nacionais e internacionais das áreas da Saúde, do Desporto e da Nutrição para discutirem a proposta de criação de um sistema de vigilância dos hábitos alimentares dos portugueses.

Organizado pelo consórcio de investigadores que está a realizar o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física – um estudo científico que, pela primeira vez desde 1980, irá avaliar até os hábitos alimentares e a condição física de 5000 indivíduos com idades compreendidas entre os 3 meses e os 84 anos, residentes em todas as regiões do país –, este workshop tem o objetivo de fomentar a discussão sobre a necessidade de implementar um sistema regular de controlo alimentar, nutricional e de atividade física em Portugal.

O evento iniciará com a discussão da situação de monitorização da alimentação e da atividade física noutros países, com uma conferência proferida por Lene Frost Andersen, da Universidade do Oslo. Marga Ocke do Instituto Nacional de Saúde Pública e do Ambiente da Holanda, Paulo Rocha do Instituto Português do Desporto e da Juventude, e Carla Lopes, Investigadora Responsável pelo Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física também estarão presentes para apoiarem a proposta para um sistema de controlo dos hábitos nutricionais e de atividade física da população portuguesa.

O consórcio do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física envolve a Universidade do Porto (Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Faculdade de Desporto e Instituto de Saúde Pública), a Universidade de Lisboa (Faculdade de Medicina e Faculdade de Motricidade Humana), o Instituto Nacinal de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a Universidade de Oslo e a empresa SilicoLife. O projeto conta ainda com o financiamento do programa EEA Grants – Iniciativas em Saúde Pública, na área de Sistemas de Informação – e com o apoio institucional da Direção Geral da Saúde, da Administração Central do Sistema de Saúde e das Administrações Regionais de Saúde.

Os resultados do inquérito permitirão colmatar a falta de informação harmonizada sobre o consumo e os hábitos alimentares dos portugueses, permitindo, pela primeira vez em várias décadas, desenvolver políticas nutricionais favorecedoras da melhoria da saúde da população com base em dados concretos sobre os hábitos de consumo dos portugueses.