Investigadores CINTESIS vencem Prémios de Alergologia

Investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, unidade de I&D da Universidade do Porto, ganharam dois importantes prémios na área da Alergologia a nível nacional.

As distinções foram atribuídas no âmbito da 38ª Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), subordinada ao tema “Alergia e Qualidade de Vida”, que decorreu neste mês outubro, na Figueira da Foz.

O Prémio SPAIC – AstraZeneca 2017 foi entregue ao projeto “FRASIS – Monitorização da Função Respiratória na Asma utilizando os Sensores Integrados do Smartphone”, assinado por Mariana Couto, Rute Almeida, Rita Amaral, Altamiro Costa Pereira, Ana Ferreira, Alberto Freitas, Cristina Jácome, Pedro Marques, Pedro Rodrigues e Ana Sá-Sousa, todos eles investigadores do CINTESIS.

“A estratégia do FRASIS é desenvolver, integrar e validar um conjunto de tecnologias de informação e comunicação (TIC) de saúde móvel (mHealth) para a monitorização remota, usando apenas o smartphone e os seus sensores integrados”, explicam os autores. Espera-se, desta forma, obter “um maior envolvimento e capacitação do doente no seu tratamento, fornecendo informação prospetiva de qualidade para uma melhor decisão clínica”.

Já o Prémio de Melhor Comunicação SPAIC 2017 foi entregue ao trabalho intitulado “Identificar Casos de Asma em Estudos Epidemiológicos: Desenvolvimento e Validação de Modelos Multivariados de Previsão”. Ana Sá-Sousa é a primeira autora deste estudo, no qual participaram também Ana Margarida Pereira, Luís Araújo, Mariana Couto, Tiago Jacinto, Alberto Freitas e João Fonseca.

“Os dois modelos desenvolvidos e validados permitirão identificar casos de asma em estudos epidemiológicos e/ou rastreio de asma”, indica Ana Sá-Sousa, que analisou os dados de centenas de adultos incluídos no estudo nacional ICAR – Impacto e Controlo da Asma e Rinite.

Estima-se que as doenças alérgicas afetem cerca de um terço da população portuguesa. A rinite alérgica é a mais comum, atingindo 25% dos portugueses, enquanto a asma atinge cerca de 7% da população.