Investigadoras do i3S distinguidas pela Sociedade Alemã de Coluna

O projeto contou com a participação de Graciosa Teixeira e Raquel Gonçalves (investigadora principal), ambas investigadoras do i3S. (Foto: DR)

Um projeto de investigação na área das hérnias discais, desenvolvido por investigadoras do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) em colaboração com o Instituto de Ortopedia e biomecânica da Universidade de Ulm, na Alemanha, foi recentemente premiado pela Sociedade Alemã de Coluna com o «Prémio Georg Schmorl», no valor de cinco mil euros.

De acordo com Raquel Gonçalves, a investigadora principal do projeto, os discos intervertebrais “são um tipo de cartilagem que estão rodeados por um anel (o anel fibroso) que impede a formação de hérnias discais e, neste trabalho, demonstrámos que a conjugação da inflamação com o impacto mecânico (torções, choques, etc) enfraquece a resistência do anel fibroso numa zona específica mais suscetível de rutura”.

Estes resultados, adianta a investigadora, “podem permitir identificar novos alvos terapêuticos para prevenir a formação de hérnias discais e ainda desenvolver novas terapias”.

Em relação ao «Prémio Georg Schmorl», Raquel Gonçalves encara-o como “o reconhecimento da qualidade do trabalho de investigação que temos feito nesta área em colaboração com o Instituto de Ortopedia e Biomecânica de Ulm, na Alemanha, e que já deu origem a vários artigos e ao estabelecimento de dois modelos de estudo do disco intervertebral. Neste projeto em específico, eu e as investigadoras Graciosa Teixeira e Cornelia Neidlinger-Wilke colaborámos no sentido de avaliar o impacto da resposta inflamatória e da estimulação mecânica na degeneração do anel fibroso”.

Este projeto sobre hérnias discais, refira-se, já tinha sido financiado por uma Ação Integrada Luso-Alemã, e pela Fundação Alexander Humboldt, em 2017, que atribuiu a Raquel Gonçalves uma bolsa de seis meses para desenvolver este projeto na Alemanha. «Desse período este é o primeiro trabalho a ser divulgado para o exterior, o que me deixa muito satisfeita com a investigação desenvolvida e expectante pelos próximos resultados”, explica a investigadora.

O «Prémio Georg Schmorl», que deve o seu nome ao patologista alemão do século XIX que ficou conhecido pelo seu trabalho no tratamento de deformidades da coluna, distingue anualmente  a excelência de um trabalho original na área da coluna (não publicado).