Investigadora do i3S no Editorial Board de revista de referência em biomateriais

Ana Paula Pêgo lidera o grupo de investigação «NanoBiomaterials for Targeted Therapies» do i3S. (Foto: Egidio Santos/U.Porto)

A investigadora Ana Paula Pêgo, do Instituto de Investigação e Inovação da Universidade do Porto (i3S) foi recentemente convidada para integrar o Editorial Board da revista científica Biomaterials (Impact factor 8,402), sendo desde o início do mês de dezembro a segunda europeia a integrar a atual equipa.

«Ser convidada para fazer parte do Editorial Board da Biomaterials é um reconhecimento do meu trabalho nesta área. Além disso permite-me conhecer mais a fundo o que está a ser feito de mais inovador no campo dos Biomateriais. Somos apenas dois europeus no Editorial Board, pelo que também vai ser importante para representar uma sociedade (europeia) que há muitos anos é muito ativa nesta área e que une a Investigação e a Clínica», sublinha Ana Paula Pêgo.

Para além disso, acrescenta a investigadora do i3S, “Portugal tem uma tradição já reconhecida a nível internacional nesta área. Vai ser um desafio e uma honra!”. Refira-se que Ana Paula Pêgo é também membro eleita da Sociedade Europeia de Biomateriais (ESB).

Licenciada em Engenharia Alimentar pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, Ana Paula Pêgo fez o doutoramento na Universidade de Twente, na Holanda, numa área em que ainda trabalha – química de polímeros e biomateriais, desenvolvendo um projeto para preparar tubos guia para promover a regeneração de lesões do sistema nervoso periférico.  Concluído o doutoramento, seguiu-se uma curta passagem pelo Brain Institute, em Amesterdão, onde iniciou o pós-doc e começou a fazer investigação na área da terapia génica para tratamento de lesões medulares.

A investigadora ingressou no INEB em 2003 e, em 2013, passou a líder do grupo «NanoBiomaterials for Targeted Therapies», agora integrado no i3S. O grupo de investigação que lidera dedica-se ao desenvolvimento de biomateriais, à escala nanométrica, com o objectivo de produzir dispositivos capazes de responder, in situ, a sinais biológicos. O objetivo é criar estruturas que estejam preparadas para promover reparação de um tecido ou desempenhar uma determinada função em resposta a um determinado estímulo. Os trabalhos dedicam-se, portanto, à exploração dos mecanismos celulares e moleculares de reparação tecidular, ao desenvolvimento de biomateriais com atividades específicas de acordo com o tecido, ao estudo das interações desses biomateriais com as células e ainda ao desenvolvimento de modelos matemáticos e computacionais para descrever a dinâmica neuronal.