Investigadora do CIIMAR recebe prémio Femina 2014

Luísa Valente, premiada na categoria Conservação do Ambiente e Natureza

Luísa Valente é investigadora no CIIMAR desde 2002

Luísa Valente, investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental  (CIIMAR) e professora associada no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), foi a vencedora do Prémio Femina 2014 na categoria Conservação do Ambiente e da Natureza.

Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e doutorada pela UTAD, é responsável pelo Laboratório de Nutrição, Crescimento e Qualidade do Peixe no CIIMAR e pertence à Comissão Cientifica do Programa Doutoral em Ciência Animal da UP  (SANFEED – Sustainable Animal Nutrition and Feeding).

Com mais de 80 artigos científicos publicados em revistas internacionais indexadas, Luisa Valente centra a sua investigação em áreas como a Nutrição animal; Aquacultura sustentável; Impacto ambiental; Regulação do crescimento muscular; Análise sensorial e qualidade da carne (deposição de ómega-3 para consumo humano) e Epigenética. Participou ainda em 21 projetos (nacionais/EU), incluindo projetos em co-promoção com empresas e é revisora regular de revistas internacionais tendo participado em 4 ações europeias COST.

Pelo segundo ano consecutivo, este prémio distingue investigadores do CIIMAR. Na edição de 2013, Marta Chantal Ribeiro (CIIMAR/FDUP) recebeu o prémio na mesma categoria.

A cerimónia de entrega dos Prémios Femina 2014 decorrerá no dia próximo dia 8 de Novembro de 2014, às 20h00, no Porto Palácio Hotel.

 

  • Margarida Soares

    Aquacultura, por mais sustentável que seja é tudo menos Conservação do Ambiente e da Natureza, a categoria deste prémio. Aquacultura envolve gastos energéticos, produção de resíduos, uso de recursos pesqueiros (com gastos adicionais), etc. Considerar Aquacultura como sendo sustentável é ignorar que a forma mais racional de obter pescado (proteína animal) para consumo humano é investir na gestão das pescas. E não apresentar soluções alternativas que só criam novos problemas (em vez de se ir ao cerne da questão – somos muitos e precisamos de comer). A Aquacultura (negócio e disciplina) insistem em defender esta actividade para solucionar a procura de proteína animal uma vez que os recursos pesqueiros estão em declínio. Tambem argumentam que cada vez se usam mais fontes proteicas vegetais, e daí a Aquacultura ser sustentável. No entanto os recursos pesqueiros ( para obter omega3 nas formulas alimentares) continuam a ser necessários. Para além disso todos os custos energéticos associados também não parecem fazer sentido (industria, transporte, produção, etc). O que pensam disto?