Investigação do i3S na área da tiróide premiada pela SPEDM

Catarina Tavares a receber o prémio da SPEDM/Genzyme em patologia da tiróide

Uma equipa do grupo «Cancer Signaling and Metabolism» do Instituto de Investigação e inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) foi recentemente distinguida com a bolsa Prof. E. Limbert da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM)/Genzyme em patologia da tiróide. Este prémio, no valor de cinco mil euros, visa contribuir para o incentivo das atividades de investigação científica e divulgação na área da Patologia da Tiróide e para o progresso das Ciências Médicas em Portugal no campo da tiroidologia.

No trabalho premiado os investigadores do i3S pretendem perceber os mecanismos moleculares que fazem com que determinados carcinomas da tiróide sejam resistentes à terapia com iodo radioativo. O objetivo final, explica Catarina Tavares, que integra a equipa, «é contribuir para o desenvolvimento de estratégias que os tornem sensíveis à terapia».

A equipa do i3S, constituída por Catarina Tavares, Paula Soares, Rui Batista e Sule Canberk, considera que este prémio representa uma oportunidade para investir mais nesta linha de investigação e poder entender por que razão determinados carcinomas bem diferenciados adquirem esta resistência a uma “arma” terapêutica que é muito eficaz para o tratamento da maioria destas neoplasias.

O tratamento do carcinoma bem diferenciado da tiroide, explica Catarina Tavares, «baseia-se quase exclusivamente na cirurgia seguida por tratamento com iodo radioativo, para ablação de possíveis remanescentes tumorais e/ou metástases. Mas para que o tratamento com iodo radioativo seja eficaz, é necessário que a expressão e a função do co-transportador de sódio iodo (NIS) se encontrem preservadas».  No entanto, esclarece, em alguns casos de carcinomas bem diferenciados da tiroide, «ocorre perda da expressão do NIS, o que contribui para que os carcinomas fiquem resistentes à terapia com iodo radioativo, aumentando significativamente a morbilidade e mortalidade dos pacientes».

Segundo a investigadora, «os mecanismos moleculares subjacentes à perda de expressão/funcionalidade do NIS não se encontram bem esclarecidos, mas sabe-se que o contexto genético do tumor é de grande importância e que a presença de determinadas mutações diminuem a sua expressão.