Inovação na prestação de serviços em debate entre o grupo Trivalor e a U.Porto

A sessão A2B com o grupo Trivalor reuniu investigadores, empresas do UPTEC e representatntes da maioria das empresas do grupo

A sessão A2B com o grupo Trivalor reuniu investigadores, empresas do UPTEC e representantes da maioria das empresas do grupo.

Combater o desperdício, conhecer as preferências dos clientes, contornar o absentismo dos funcionários e melhorar a gestão de serviços integrados. Estes foram apenas alguns dos desafios lançados pelo grupo Trivalor aos investigadores da Universidade do Porto e aos empreendedores do Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto (UPTEC) em mais uma sessão A2B organizada pela UPIN e pela Porto Business School.

O grupo Trivalor é composto por 14 empresas, a maioria  das quais marcaram presença numa sessão que reuniu perto de 50 pessoas na Porto Business School. Abordando todas as áreas de atuação do grupo, os representantes das empresas apresentaram desafios concretos à Universidade e às empresas do UPTEC e puderam também ouvir já algumas propostas para os solucionar. O tema de maior debate foi o desperdício alimentar, quer na sua vertente económica, quer na componente social (preocupação demonstrada pelos investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação). Mesmo existindo já mecanismos para controlar o desperdício gerado em cantinas mas também nas cozinhas e armazéns, ambas as partes concordam que isso não é suficiente para atingir a meta ideal de 10%. Na opinião de Luís Neves (Gertal), “a restauração coletiva tem a obrigação de ter menos desperdício uma vez que, à partida, sabe quantas refeições vai servir”, disse.

Outro dos pontos da discussão centrou-se no facto de não existir um tratamento apropriado dos dados obtidos em questionários e inquéritos de satisfação quer a clientes quer a funcionários. Na opinião de Marta Santos (FPCEUP) é importante “fazer esse trabalho sem esperar auditorias”, reforçando a ideia do seu grupo de investigação de que as melhores soluções são as que vêm de dentro da empresa, isto é, das pessoas que lá trabalham. Da parte do Trivalor, Luís Neves desafiou a U.Porto a fazer um estudo das necessidades alimentares de escolas primárias, universidades e outros estabelecimentos, de modo a poderem adequear melhor os seus serviços.

Durante o encontro foram também apresentados os desafios das empresas Ticket Restaurante de Portugal, Iberlim, Climamor, Strong, Serdial e Sinal Mais, mostrando múltiplas áreas de atuação do grupo Trivalor que, além de assegurar serviços de alimentação e restauração coletiva, também atua nas áreas de tickets de serviços, limpeza, manutenção dos seus próprios equipamentos, distribuição (máquinas de vending e de bebidas), segurança humana e eletrónica, gestão documental, gestão integrada de serviços, logistica,etc.

No que diz respeito aos investigadores da Universidade do Porto e Institutos associados, as apresentações e soluções propostas foram bastante diversificadas, abordando temas como processamento de imagem e vídeo, desenvolvimento de produtos de design único e funcional, software, robótica e sistemas inteligentes. Em todas as intervenções foi notório o interesse dos representantes das empresas Trivalor, que aproveitaram para colocar questões e trocar contactos, antecipando já possíveis parcerias futuras. O mesmo aconteceu com as sete empresas do UPTEC presentes nesta A2B, que se focaram também em temas diferentes desde os sistemas de análise biométrica até ao desenvolvimento de software, por exemplo o sistema SIGAr, da Foodintech, aplicado à gestão alimentar, nomeadamente na restauração.

João Simões, representante da Ticket Restaurante de Portugal, falou da sua experiência na oferta de tickets referindo que muitas das soluções apresentadas não são novidade lá fora,  noutros paises europeus: “o que falta a Portugal é aproximar-se dos países vizinhos porque as ideias existem”, referiu. José Brandão Teles, administrador do Grupo Trivalor e principal dinamizador da iniciativa, referiu que o objetivo é concretizar a maior parte dos desafios nos próximos 20 anos, tendo a expetativa que muitas das contribuições venham do conhecimento dos investigadores da Universidade do Porto, que estão prontos a trabalhar com o grupo empresarial.