INEGI antecipa o futuro tecnológico dos setores aeronáutico e automóvel

O projeto AEROCAR tem como missão criar uma rede internacional de transferência tecnológica entre os setores aeronáutico e automóvel (foto: DR)

Quais são as principais tendências tecnológicas dos setores aeronáutico e automóvel, particularmente no que diz respeito a novos materiais e tecnologias de produção, e qual o respetivo potencial de transferência intersectorial? É este o mote para a apresentação dos resultados preliminares do projeto europeu AEROCAR, que vão ser divulgados pelo Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), na próximo dia 12 de abril, quarta-feira, às 14h00, no auditório B002 da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Promovido pelo INEGI, em colaboração com dois centros tecnológicos de investigação, desenvolvimento e inovação espanhóis, o Centro Tecnológico Automóvel da Galiza (CTAG) e a Leartiker, e o centro francês de investigação e desenvolvimento Rescoll, o projeto AEROCAR tem como missão criar uma rede internacional de transferência tecnológica entre os setores aeronáutico e automóvel, para maximizar o impacto dos desenvolvimentos tecnológicos recentes e futuros.

Luís Pina, investigador do INEGI e gestor do projeto AEROCAR, salienta que “as diferentes prioridades destes setores, nomeadamente a importância diferenciada nos tempos e custos de produção, nos procedimentos de controlo de qualidade e nos processos de inovação, levam a estratégias diferentes na hora de incorporar as novas tecnologias à disposição. É portanto necessário avaliar o modo como cada setor as incorporou, para identificar oportunidades de transferência tecnológica intersectorial”.

Segundo a Comissão Europeia, a indústria automóvel gera um volume de negócios de cerca de 640 mil milhões de euros anuais, o que representa 4% do PIB (Produto Interno Bruto) da União Europeia (UE) e emprega 12 milhões de pessoas, assumindo um papel de enorme importância enquanto empregador de pessoal qualificado e enquanto impulsionador do conhecimento e da inovação. Constitui o maior investidor privado da Europa em investigação e desenvolvimento (I&D).

Já a indústria aeronáutica é um dos principais setores de alta tecnologia da UE, empregando em 2013 mais de meio milhão de pessoas e gerando um volume de negócios de cerca de 140 mil milhões de euros.

Além dos representantes das empresas de ambos os setores, nomeadamente Caetano Aeronautics, Critical Materials, Inapal Plásticos e Simoldes, a sessão de apresentação de resultados contará ainda com as intervenções dos representantes do cluster português do setor aeronáutico (PEMAS) e da Associação dos Fabricantes do Setor Automóvel (AFIA).

As inscrições para a sessão de apresentação de resultados podem ser efetuadas aqui.