Inauguração do pátio da FPCEUP com homenagem a Manuel António Pina

Manuel António Pina

Manuel António Pina

A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) inaugura às 17h30 do dia 1 de julho a reabilitação do seu pátio interior com uma homenagem a Manuel António Pina intitulada Nenhum sítio (qual pátio, qual carapuça!)”.

A nova versão do pátio inclui uma instalação do escultor Norberto Jorge, docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e a sessão de inauguração organiza-se em torno de vários momentos: o primeiro será de uma leitura animada de textos de Manuel António Pina pelos alunos da Escola EB1 do Bom Sucesso, seguindo-se uma sessão com José Alberto Correia, José Luis Fernandes, Rosa Martelo e Paulo Nogueira. Rui Sprenger tomará conta das Leituras no Pátio, com a leitura de poesia e crónicas do autor e encerra-se com a apresentação do livro de Paulo Nogueira “A escrita, os escritores e a «relação com a escrita». Para uma abordagem narrativa e biográfica em Educação”.

A presente sessão de homenagem, a primeira a integrar um conjunto de atividades de extensão cultural que a FPCEUP pretende levar a cabo durante os próximos anos letivos, propõe homenagear uma das figuras mais singulares do universo literário e cultural da cidade do Porto.

Procurando reforçar os espaços de reflexão e abertura desta Faculdade aos mundos da cultura e da arte particularmente simbólicos da cidade, esta sessão tem por objetivo celebrar uma figura cuja identidade foi e continua a ser marcante nas formas de sentir e pensar o Porto, e em especial a Universidade do Porto, tida enquanto comunidade de estudo, leitura e interpretação da obra de Manuel António Pina.

Operador único da substância literária contemporânea, e reflexo de uma esperança humanista que importará hoje e sempre recordar, Manuel António Pina é homenageado na pluralidade de vozes que atravessa a sua obra, evocando-se a figura de um autor cuja relação com os universos da escrita é profundamente marcada pelas experiências da infância e da memória, essa “coisa escrita e lida” pela palavra e que é afinal matéria na qual o escritor se transforma e destina.

Esta sessão constitui-se, assim sendo, num espaço para a FPCEUP dar corpo a um trabalho de relação com diferentes existências culturais e artísticas da cidade do Porto, trabalho esse também sobre a autoridade de uma voz que interessa procurar e interrogar. A configuração deste espaço, e de outros que se lhe seguirão, assenta na procura de relações mais inquietantes com a comunidade envolvente, bem como na necessidade de restabelecer o património de ligações existente entre o trabalho desenvolvido por esta Faculdade e os mundos da literatura, da cultura e da arte, mundos esses com os quais a Faculdade também vai alicerçando o espírito da sua identidade e das suas práticas de formação e investigação.