ICBAS festeja 40 anos em busca da excelência nas Ciências da Vida

O local escolhido para a realização do 60º Congresso Mundial da International Pharmaceutical Student's Federation foi a Faculdade de Farmácia da U.Porto.

O Instituto das Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS) comemora 40 anos de vida no próximo dia 10 de abril. A efeméride será assinalada numa cerimónia aberta à comunidade académica, primeiro de uma série de eventos comemorativos que se vão prolongar ao longo do ano.

Com início marcado para as 10h00, no Salão Nobre do Complexo ICBAS|FFUP (Edifício A, piso 4), a sessão vai reunir várias personalidades do Instituto, da Universidade e das Ciências da Vida em Portugal. A intervenção inicial caberá ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo. O programa segue depois com os discursos de António Sousa Pereira, diretor do ICBAS, de Alberto Amaral, antigo Reitor da Universidade (1985-1998) e presidente do A3ES, de Paulo Cunha e Silva, antigo estudante, médico e docente do ICBAS e atual vereador da Câmara Municipal do Porto, e da presidente da Associação de Estudantes da do ICBAS, Sarah Mota de Oliveira.. O encerramento ficará a cargo do Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo.

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Logotipo das comemorações dos 40 anos do ICBAS.

A Sessão Comemorativa dos 40 anos do ICBAS marca o arranque de um conjunto alargado de eventos e iniciativas que, ao longo do ano, vão procurar envolver toda  comunidade, com o objetivo de sublinhar a importância do ensino e investigação das ciências da Vida. O programa será revelado brevemente.

Criado por iniciativa de um grupo de professores da U.Porto inspirados no pensamento e obra de Abel Salazar, entre os quais se destacavam Corino de Andrade, Nuno Grande e o reitor Ruy Luís Gomes, o ICBAS assumiu-se, desde as origens, como uma escola multidisciplinar e multiprofissional na área das Ciências da Vida. Ao apostar numa formação abrangente em áreas como a Medicina, a Veterinária, a Agronomia e a Biologia, mas também na cooperação com diferentes instituições da cidade – designadamente o Hospital Geral de Santo António -, o ICBAS introduziu uma série de princípios inovadores que acompanhariam a vida da escola até hoje, fazendo jus à máxima que constitui o lema da escola: “um médico que só sabe Medicina nem Medicina sabe”.

O ICBAS entrou em funcionamento a partir de 1976/77, com as licenciaturas em Medicina e Ciências do Meio Aquático. De então para cá, a escola foi alargando o seu leque de formações (Medicina Veterinária, Bioquímica e Bioengenharia) e de serviços abertos à comunidade, sendo hoje frequentada por uma comunidade de cerca de 3000 estudantes e mais de 250 docentes.

Durante mais de 30 anos, o ICBAS funcionou no edifício que pertencera à Faculdade de Medicina, no Largo da Escola Médica (atual Largo Abel Salazar). Em 2012, o instituto mudou-se para o complexo construído nas traseiras do antigo quartel CICAP da rua D. Manuel II, o qual partilha com a Faculdade de Farmácia.