i3S apresentou-se à Universidade do Porto

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Sessão de apresentação do i3S contou com as intervenções do presidente do CRUP, do presidente da CCDRN, do Reitor da U.Porto e do diretor do instituto.

O i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde abriu as suas portas à Universidade do Porto, aos associados dos três institutos e aos seus amigos no dia 22 de dezembro. Uma sessão que serviu não só para mostrar o novo edifício por dentro e a lógica de colaboração e partilha com que foi idealizado e construído, mas principalmente para dar a conhecer os serviços científicos que o i3S possui e que quer disponibilizar aos centros de investigação da Universidade do Porto e a outros institutos de investigação.

Sublinhando que faz todo o sentido que o i3S seja um instituto de investigação da Universidade do Porto, «uma universidade que se define como uma universidade de investigação», o director do i3S, Mário Barbosa, salientou que, com as escolas da U.Porto e com os seus outros centros de investigação,o i3S «quer contribuir para a construção de uma plataforma interna na área das ciências da saúde, englobando a investigação científica e a formação pós-graduada».

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Os investigadores do IBMC, INEB e IPATIMUP já se encontram a trabalhar no novo edifício do i3S.

«Queremos ser uma mais-valia para a Região, para as suas instituições e empresas. Privilegiamos as nossas relações com as instituições académicas e hospitalares da região, mas a nossa ambição é sermos um parceiro que joga no tabuleiro das instituições com reconhecimento internacional. É nesse patamar, e com esse objetivo, que gostaríamos de trabalhar com as instituições da Região, incluindo, obviamente, os centros de investigação e as escolas da U.Porto», acrescentou o diretor do i3S.

O Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, sublinhou que neste dia de apresentação do i3S é importante mencionar a «responsabilidade» da U.Porto em relação à estratégia que está subjacente ao i3S e em relação aos 20 milhões de euros que custou o Instituto. Nesse sentido, afirmou, espera-se que os institutos, agora juntos no i3S, «melhorem ainda mais a sua contribuição científica» e que esta seja reconhecida internacionalmente e entre os seus pares e que «consigam a estabilidade económica».

Referindo-se ao facto de o projeto i3S ter aproximado três institutos de investigação, Sebastião Feyo de Azevedo confessou que gostaria de pensar que esse processo «é irreversível». O caminho agora passa por «procurar novas formas de governação mais eficazes, mais ágeis», até porque, acrescentou, com o i3S a funcionar ao mais alto nível, o futuro permite antever a Asprela como um «campus excecional, de nível mundial» e o i3S, dentro do projeto do Consórcio Norte, «será um equipamento muito importante para atingirmos o objetivo da região».

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O i3S pretende afirmar-se como uma referência internacional na investigação na área das Ciências da Vida e da Saúde.

Também nesta linha de pensamento, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Emídio Gomes, fez questão de referir que utilizar fundos comunitários na Ciência «pode ser um fator decisivo para o nosso futuro». «Não há inovação se ela estiver desligada da investigação. E não há descontinuidade entre investigação básica e investigação aplicada, tem é de haver uma forte política nacional de Ciência», sublinhou.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Cunha, considerou o i3S «um projeto notável», que «tem massa crírtica, que transpira visão, transpira estratégia» e que «resulta de uma notável gestão de atores, que culminou na união dos três institutos».

Nesta sessão de apresentação, houve também tempo para elogios ao edifício e ao trabalho do arquitecto João Serôdio, com o vice-presidente do i3S, Claudio Sunkel, a classificá-lo como «absolutamente fantástico, lindíssimo. É aconchegante para quem trabalha, mas muito aberto para quem quer trabalhar connosco».