Galeria da Biodiversidade expõe a maior “arca fotográfica” do mundo

Aparentemente maravilhada, uma fêmea de gorila-ocidental-das-terras-baixas com seis semanas é fotografada no Jardim Zoológico de Cincinnati. (Fotografia por Joel Sartore)

A National Geographic escolheu a Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), para apresentar pela primeira vez vez na Europa a exposição fotográfica Photo Ark, que pretende ser um apelo global à preservação das espécies.

A história desta exposição começou em 2005 quando Kathy, a mulher do fotógrafo Joel Sartore, foi diagnosticada com cancro da mama. Entre tratamentos e intervenções cirúrgicas, o fotógrafo da National Geographic decidiu fazer uma pausa no trabalho para poder acompanhar a família. Muito perto de sua casa no estado norte-americano do Nebraska ficava o Jardim Zoológico Lincoln Children’s e foi durante este período de tempo que o fotógrafo se questionou sobre o contributo que poderia dar para contrariar a crescente tendência do desaparecimento das espécies animais.

Esta ideia levou Joel Sartore a falar com o presidente do Jardim Zoológico e a pedir autorização para fotografar alguns animais. Com a criação de um fundo branco para a fotografia, precisava “apenas” que o animal permanecesse quieto. O primeiro retrato que fez, em 2006, foi de um rato-toupeira-pelado. Foi este pequeno animal que inspirou Joel Sartore a fazer sua missão fotografar o maior número de espécies cativas possíveis de forma a chamar à atenção do mundo para a importância da preservação.

Assim nasceu o Photo Ark, projeto que se assume como uma Arca de Noé dos tempos modernos, colecionando através da fotografia todas as espécies animais existentes no mundo. Até ao momento, o Joel Sartore já fotografou mais de 7.000 espécies, mas o objetivo final do Photo Ark é documentar 12 mil espécies de animais cativos e em vias de extinção, constituindo a maior “arca fotográfica” de animais do mundo.

Nesta imagem, um leopardo-de-amur chamado Usi, do Jardim Zoológico de Omaha, no Nebrasca, foi fotografado enquanto fazia a sua ronda pelo fotógrafo da National Geographic Joel Sartore.

Na mensagem de boas-vindas à exposição, o Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand, e a Vice-Presidente Executiva da National Geographic Partners em Portugal e Espanha, Vera Pinto Pereira, reforçam que “cada fotografia é um apelo à mobilização da sociedade civil para a proteção das espécies do planeta, retratando-as em todo o seu esplendor e sublinhando aquilo que as torna únicas e admiráveis”. Acrescentam que a National Geographic “encontrou a localização perfeita no Porto, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, um espaço onde a arte se cruza com a biologia e a história natural para celebrar a diversidade da vida”.

Nos 250 metros quadrados que constituem as salas de exposições temporárias da Galeria da Biodiversidade – Centro de Ciência Viva vão estar patentes cerca de 40 fotografias da coleção de Joel Sartore, infografias e vídeos de várias espécies em perigo. A exposição, que já passou pelos Estados Unidos e pela Austrália, abre ao público no dia 18 de outubro e ficará patente até ao dia 29 de abril de 2018.

A exposição, tal como a própria Galeria da Biodiversidade, estará aberta de terça a domingo, das 10h00 à 18h00, com a última entrada a fazer-se às 17h30. Consulte todas as informações sobre preços e condições de acesso aqui.