Fundação Marques da Silva retrata habitat de Octávio Lixa Filgueiras

O percurso de Octávio Lixa Filgueiras Silva está em exposição na Fundação Marques da Silva até junho. (Foto: DR)

O aquivo e acervo do arquiteto português Octávio Lixa Filgueiras é o mais recente contibuto para o espólio cargo da Fundação Instituto José Marques da Silva (FIMS). Com a doação, a produção intelectual de Filgueiras junta-se às obras de outros arquitetos, como  José Marques da Silva, Fernando Távora, Alcino Soutinho, Alfredo Matos Ferreira e José Carlos Loureiro. “Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade” é o nome da exposição que retrata, pela primeira vez, o percurso daquele que foi um dos primeiros arquitetos portugueses a explorar ligações entre a arquitetura e as ciências sociais.

Antigo estudante e professor da então Escola de Belas Artes do Porto (ESBAP), Octátivo Lixa Filgueiras é reconhecido como um dos arquitetos portugueses que mais explora a dimensão humanista e social da arquitetura. Foi mentor da arqueologia subaquática, atividade que apoiou em Portugal durante trinta anos. Enquando docente, foi defensor de um método pedagógico inovador, os inquéritos urbanos, destacando-se o seu interesse pelas pessoas, pelo seu habitat, pelos seus costumes e tradições. No seu trabalho, Lixa Filgueiras esteve orientado pela ética humanista, o que o torna numa personagem essencial para as políticas de preservação do património cultural Português.

Comissariada por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, a exposição é a primeira apresentação pública do acervo. Nos próximos dias 6 de maio e 3 de junho (primeiros sábados do mês), um dos comissários Gonçalo Canto Moniz organiza uma visita guiada, pela exposição que percorre as diferentes facetas e momentos do percurso do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras. Estas visitas estão agendadas para as 16h00 e necessitam de inscrição prévia, pelo e-mail fims@reit.up.pt ou telefone 22 5518557.

Exposição está aberta ao público até 18 de junho, de terça a sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h30.

Construída em oito módulos, a exposição centra-se na questão do habitat, ao mesmo tempo que explora a dimensão humanista e social da arquitetura. Os visitantes da exposição “Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade” vão, desta forma, conhecer o percurso desde a obtenção do diploma de arquiteto, passando pelos congressos internacionais, a publicação do livro Da função social do Arquiteto, até aos testemunhos de colegas arquitetos, que com ele se cruzaram na escola ou no atelier.

“Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade” conta com o apoio da Faculdade de Arquitetura da U.Porto, do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Artística do Porto e da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos. A exposição está aberta ao público até dia 30 de junho, de terça a sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h30.

Sobre a Fundação Instituto José Marques da Silva

Instituída pela Universidade do Porto em 2009, a Fundação Instituto José Marques da Silva (FIMS) tem como missão a promoção científica, cultural, formativa e artística – designadamente a classificação, preservação, conservação, investigação, estudo e divulgação – de todo o património artístico e arquitetónico do arquiteto José Marques da Silva. Complementarmente, é responsável pelo acolhimento ou incorporação de outros fundos ou unidades documentais relativos à arquitetura e ao urbanismo portuense e português. Entre estes contam-se os acervos pessoais de grandes nomes da arquitetura portuguesa como Maria José Marques da Silva Martins, David Moreira da Silva, Fernando Távora ou Alcino Soutinho.