FMUP debate certificação das aplicações móveis na área da saúde

Importância da regulamentação e certificação das aplicações móveis será o epicentro do debate.

Que aplicações médicas móveis existem e de que modo têm permitido aos profissionais de saúde melhorar e facilitar os cuidados prestados aos pacientes? Que trabalho está por fazer ao nível da regulamentação específica e certificação que permita evitar riscos imprevistos com a utilização dessas mesmas aplicações. Estas são algumas das questões que serão respondidas no próximo dia 7 de junho, durante o debate sobre “A certificação das aplicações móveis na área da saúde” promovido no âmbito do Mestrado em Informática Médica (MIM) das Faculdades de Medicina e Ciências da Universidade do Porto (FMUP/FCUP)  com a organização do Centro de Investigação em Tecnologias e Sistemas de Informação em Saúde (CINTESIS).

Atualmente, o progresso das aplicações móveis tem permitido abrir novas e inovadoras áreas tecnológicas para melhorar os cuidados de saúde. Estas aplicações incluem uma ampla gama de funções que vão desde permitir às pessoas controlar a sua ingestão de calorias, passando pela possibilidade dos médicos visualizarem o raio-x de um paciente no seu dispositivo de comunicações móveis.

No entanto, ainda não existe regulamentação específica para esta área e, consequentemente, também não existe certificação para este tipo de aplicações. Considerando que se está a atuar na área da saúde pública, torna-se por isso  fundamental supervisionar a segurança e eficácia deste tipo de aplicações móveis, na medida em que estas podem apresentar um risco potencial para os pacientes caso não funcionam como esperado. Assim, conclui-se a importância do fornecimento de regras e especificações claras que permitam aos fabricantes e desenvolvedores certificar as suas aplicações médicas móveis.

Todos estes aspetos serão ponto de destaque no debate, que contará com a presença de  Mariana Pires Madureira (INFARMED)e que terá início às 14h30, no anfiteatro Norte da FMUP.

A inscrição é gratuita mas obrigatória, e deve ser realizada aqui até ao dia 6 de junho.