FLUP recorda os “caminhos” de D. Pedro IV pelo Porto

Monumento a D.Pedro IV

O Mosteiro da Serra do Pilar, o Museu Militar do Porto, o Museu Soares dos Reis e a Igreja da Lapa foram os locais escolhidos para simbolizar a passagem de D.Pedro pelo Porto.

No ano em que se assinalam os 180 anos da entrega do coração de D. Pedro IV à cidade do Porto, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) , em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, propõe uma viagem no tempo até à primeira metade do século XIX através de uma exposição original que conduz os visitantes até alguns dos locais e episódios que marcam a relação do monarca à cidade.

Tendo o Cerco do Porto (1832-1833) como cenário de fundo, uma visita a “D. Pedro IV e o Cerco do Porto – 180 anos da chegada do coração de D. Pedro IV à cidade do Porto 1835 – 2015″ pode começar no Mosteiro da Serra do Pilar, local de aquartelamento das tropas de D. Pedro – único reduto a sul do rio Douro -, garante da defesa do Porto. Os outros locais contemplados são o Museu Militar do Porto, junto ao local da importante batalha de 29 de setembro de 1832, o Palácio dos Morais e Castro (atual Museu Nacional de Soares dos Reis), onde D.Pedro habitou algum tempo, e a Igreja da Lapa, que frequentava e onde se encontra depositado o seu coração.

Resultado de um projeto de Estágio do Mestrado em História e Património – Mediação Patrimonial, desenvolvido pelo mestrando Carlos Furtado no espaço Património a Norte – Mosteiro da Serra do Pilar, a exposição pode ser visitada até dia 31 de março, dentro dos horários dos diferentes espaços.

Um pouco de história…

Entre 1832 e 1834 decorreu, em Portugal, a Guerra Civil entre absolutistas e liberais, entre D. Miguel e D. Pedro. Durante este período o Porto foi palco do episódio mais emblemático deste conflito: o Cerco do Porto (1832-33). Foi neste período que D. Pedro habitou no Porto, crescendo nele o sentimento de gratidão para com os portuenses, pela sua dedicação à causa liberal e resistência ao Cerco.

D. Pedro IV viria a falecer pouco tempo depois do final do conflito e, em testamento, deixa o seu coração à cidade do Porto, permanecendo até hoje na Igreja da Lapa. A figura do monarca está ainda eternizada no monumento situado -se na Praça da Liberdade, em pleno entro do Porto.

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