U.Porto desenvolve jogo de computador para crianças autistas

Tecnologia recorre a ferramentas dos videojogos para ajudar as crianças a trabalhar as capacidades comunicativas.

Não faltam as personagens, as aventuras e a diversão inerentes a um videojogo, mas o LIFEisGAME  é muito mais do que isso… Criado por equipa multidisciplinar de investigadores em Ciências de Computadores e Ciências da Saúde da Universidade do Porto, este jogo inovador foi especialmente desenhado para ajudar crianças com perturbações do espectro autista a desenvolverem as suas capacidades comunicativas através da aprendizagem interativa para o reconhecimento de emoções em outros indivíduos.

Recorrendo a uma nova tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Universidade do Porto para a indústria da animação e dos videojogos, capaz de dar mais precisão e detalhe às expressões faciais de personagens digitais, a aplicação interativa LIFEisGAME foi criada como ferramenta terapêutica para que crianças autistas aprendam de um modo divertidos e sem indução de stress a reconhecer as emoções transmitidas pelas expressões faciais.

Recorrendo a uma nova tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Universidade do Porto para a indústria da animação e dos videojogos, capaz de dar mais precisão e detalhe às expressões faciais de personagens digitais, o LIFEisGAME foi pensado de forma a ajudar as crianças a desenvolverem as suas capacidades comunicativas de um modo divertido e sem indução de stress. Tudo isto num ambiente em que personagens interagem com os utilizadores através e expressões faciais (ver vídeo de apresentação).

Através desta abordagem pioneira, a partir dos serious games, os investigadores querem então ensinar as pessoas com DEA a reconhecer emoções faciais, usando uma metodologia de análise de expressão facial automática e em tempo real. Uma valência tão ou mais importante quando se sabe que esta dificuldade de identificação de emoções é reconhecida pelos especialistas como um dos principais obstáculos das pessoas com perturbações do espectro autista em comunicar e estabelecer relações com outras pessoas.

Iniciado em 2010, e envolvendo um financiamento total de cerca de 230 mil euros, os resultados obtidos através do LIFEisGAME têm vindo a despertar a curiosidade da comunidade médica e científica. Prova disso são os vários prémios internacionais conquistados pelo projeto, casos do ACM SIGGRAPH e do Sketch-Based Interfaces and Modeling.

O projeto é liderado por Verónica Orvalho, docente do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), e conta com a participação de outros investigadores da U.Porto e de entidades como o Instituto de Telecomunicações e o Instituto Politécnico do Porto. A estes juntam-se nomes como Jake K. Aggarwal, investigador da Universidade do Texas em Austin e referência internacional na área da visão computacional; Miguel Sales Dias, Diretor da Microsoft, cuja colaboração incide na inclusão da tecnologia relacionada com o reconhecimento da fala no processo da criação automática em personagens virtuais.

Todos estes nomes vão estar na próximo dia 11 de junho, às 14h30,  no Auditório Ferreira da Silva da FCUP, para apresentar oficialmente a versão final da aplicação – que ficará disponível para download em PC, iPad / iPhone e Android – perante uma plateia de técnicos de saúde, associações de apoio a autistas, crianças e pais.  Prsentes estarão também representantes das entidades financiadoras, entre as quais a Microsoft Portugal e o programa UT Austin – Portugal.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição aqui. Os primeiros 20 registos de confirmação de presença receberão uma versão gratuita da aplicação.

Mais informações aqui.