U.Porto acolhe biblioteca e arquivo pessoal de Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura, Honoris Causa

Vasco Graça Moura foi distinguido em 2014 com o título de doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto. (Foto: Egídio Santos / U.Porto)

No próximo dia 1 de abril, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e a Família de Vasco Graça Moura vão assinar o contrato de depósito na FLUP, em regime de comodato, da Biblioteca e Arquivo do poeta, ensaísta, romancista e pensador português. A cerimónia pública vai decorrer no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras(Via Panorâmica, ao Campo Alegre), a partir das 17h30, seguindo-se a exibição de um filme inédito em homenagem a Vasco Graça Moura.

A biblioteca e o arquivo pessoal de Vasco Graça Moura incluem várias dezenas de milhares de livros, em diversas línguas europeias. Este momento de formalização do acordo constitui um ato de grande simbolismo para a Universidade do Porto, que, em 2014, atribuiu a Vasco Graça Moura o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento do seu excecional contributo para a valorização da literatura e da cultura portuguesas e das Letras europeias.

A Faculdade de Letras da U.Porto, detentora de larga experiência e competência na inventariação e tratamento de acervos documentais, foi escolhida pela Família de Vasco Graça Moura para acolher o seu arquivo e biblioteca, tendo em vista a revalorização e divulgação das Letras que este intelectual, portuense e europeu, cultivou e promoveu, quer como autor e tradutor, quer como responsável de entidades culturais e de projetos editoriais.

Para o efeito, a FLUP anunciará a criação do Centro de Estudos da Cultura em Portugal (CECUP), organismoo que enquadrará esta importante biblioteca e arquivo pessoal, assim como outros que já detém e que poderá vir a receber. O CECUP constituirá uma plataforma de valorização, estudo e divulgação deste vasto acervo documental – e, em geral, da literatura e da cultura portuguesas, de que Vasco Graça Moura foi um exímio cultor e difusor –, ao mesmo tempo que estimulará a colaboração com outras entidades científicas e culturais ligadas à promoção da cultura e património literários de Portugal.

  • Maria Martins

    Só espero que não passem as obras de Vasco Graça Moura por algum corrector “acordista”, já que isso corresponderia a uma enorme falta de respeito por esse grande Homem, que tanto lutou contra esse pseudo-acordo, ilegal e cheio de incongruências.

  • Brandao Rosa Maria

    Esta homenagem ,parece-me mais , um insulto a Vasco Graça Moura. Mencionar num artigo, o nome de uma pessoa que tanto contribuiu para a cultura portuguesa e que, desde sempre se posicionou contra o “acordo”, nessa linguagem que não é portuguesa, nem brasileira, nem coisa nenhuma, é uma vergonha. Lamento profundamente que a Universidade do Porto tenha aderido a esta farsa “acordista” e use o nome de um Português, digno desse nome, para se promover.