Faculdade de Belas Artes prepara-se para expandir as suas instalações

O Reitor da U.Porto e o Diretor da FBAUP com os proprietários do terreno no momento da assinatura do contrato de compra e venda.

Naquele que foi classificado pelo Reitor Sebastião Feyo de Azevedo como “um dia importante para a Universidade e a cidade”, a Universidade do Porto formalizou no dia 30 de março de 2017 a aquisição de um terreno contíguo à Faculdade de Belas Artes (FBAUP) que irá permitir expandir as instalações da faculdade a curto/médio prazo.

Para o Diretor da FBAUP, José Carlos Paiva, com a aquisição desta propriedade com mais de 2.600 metros quadrados (2.655,99 m2), situada entre as atuais instalações da faculdade e a Rua Barão de S. Cosme, “criou-se uma possibilidade de desenhar o futuro” da instituição (ver foto em baixo).

Como o próprio admitiu, nas últimas décadas “a FBAUP cresceu imenso e hoje tem uma dimensão que não consegue viver dentro do seu espaço limitado”, sendo por isso obrigada a desenvolver algumas das suas atividades em locais exteriores à faculdade. Foi por isso que “se redobraram os esforços” para aproveitar a oportunidade de adquirir este terreno adjacente, tendo em vista a ampliação das instalações da FBAUP.

Representação do novo complexo da FBAUP, já com o novo terreno incluído à direita da imagem (clique para abrir com maior detalhe).

De facto, o novo terreno terá como principal propósito o alargamento dos espaços para atividades letivas e de investigação da Faculdade de Belas Artes, ainda que esteja também em pé a possibilidade de aproveitar parte do espaço para expandir o Museu da FBAUP e, assim, poder apresentar com maior regularidade e qualidade o seu vasto espólio artístico.

Apesar de não estarem ainda definidos os prazos exatos para a intervenção no novo espaço, o Reitor da U.Porto referiu que a formalização da compra do terreno “deixa o caminho aberto para, a relativamente curto prazo e de uma forma excecionalmente digna, resolver o problema de espaço da Faculdade de Belas Artes”.

Na opinião de Sebastião Feyo de Azevedo, a “U.Porto fica mais rica” com esta aquisição, em particular porque tal só foi possível com a colaboração de todos os órgãos de gestão da Universidade. Como o Reitor fez questão de lembrar, esta foi a primeira concretização do “Acordo interorgânico relativo à mobilização de disponibilidades da U.Porto para investimento em conservação e reabilitação de património” aprovado com os diretores das Faculdades em julho de 2016, tendo a aquisição merecido a aprovação do Conselho Geral e do Conselho de Curadores da Universidade do Porto.