Estudantes da U.Porto criam luva contra a osteoartrose e frieiras

osteoartrose

Incorporando uma tecnologia de aquecimento automático, portátil e de temperatura ajustável, as luvas prometem ser uma solução eficaz para o alívio de frieiras e da artrose. (Foto: DR)

Chamam-se Smart Gloves e não é por acaso. Por fora assemelham-se às luvas normais mas, no interior, incluem uma tecnologia “inteligente” de aquecimento automático que as transformam numa solução eficaz e mais económica para o tratamento de pessoas com osteoartrose e frieiras. A ideia partiu de duas estudantes do Mestrado Integrado em Bioengenharia da Universidade do Porto e já deu origem a uma startup, atualmente incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto (UPTEC).

A osteoartrose é uma doença crónica das articulações, que causa a degeneração da cartilagem e dos ossos e provoca dor, rigidez e redução das funcionalidades. A pensar nisto, e como resposta ao desafio lançado no âmbito de uma disciplina do curso, Débora Pereira e Elsa Filipa Sousa juntaram tecnologia, ciência e design num produto que, utilizando o calor como tratamento, foi pensado especialmente para quem sofre daquelas patologias.

Diana Ribeiro e Elsa Filipa Sousa (Smart Gloves)

Débora Pereira e Elsa Filipa Sousa imaginaram as Smart Gloves como resposta a um desafio lançado no âmbito do curso.

“Nas aulas práticas, foi-nos dada liberdade de escolha de um projeto que envolvesse as temáticas abordadas nas aulas teóricas e, como tal, tentamos encontrar soluções que pudessem proporcionar melhores condições de vida às pessoas com este problema de saúde, entre as quais os idosos, aplicando os nossos conhecimentos de engenharia”, explicam as estudantes, a frequentar atualmente o 4º ano (ramoe de Engenharia Biomédica) do curso lecionado pela Faculdade de Engenharia (FEUP) e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da U.Porto.

O “segredo” das luvas reside na utilização de um material parecido com um tecido, que se comporta como resistência e que permite ser aquecido, ao contrário das luvas convencionais. A isto junta-se a incorporação de um sistema de aquecimento automático, portátil e de temperatura ajustável.

Por tudo isto, Débora Pereira e Elsa Filipa Sousa acreditam que as Smart Gloves podem ser uma alternativa viável e menos dispendiosa aos habituais – e nem sempre eficazes – tratamentos utilizados para o alívio de frieiras e da artrose. Foi a pensar nisso que, em setembro de 2015, fundaram uma statup que começou a dar os primeiros passos na 6.ª da Escola de Startups do UPTEC.

Por enquanto, o produto deverá permanecer em fase de desenvolvimento e testes até junho de 2016. Se tudo correr conforme planeado, a comercialização deverá arrancar em 2017 em farmácias e parafarmácias.