Estudantes da FBAUP e da FDUP levam Arte à Prisão

Através de instalações de vídeo, performances e um original "concerto cerebral", os estudantes propõem uma reflexão sobre o espaço da prisão.

De um lado estarão estudantes da Faculdade de Direito da U.Porto (FDUP). Do outro, estudantes da Faculdade de Belas Artes (FBAUP). Do encontro entre os dois espera-se que nasça uma reflexão artística sobre o universo da prisão, traduzida em performances artística que incluem um improvável concerto de música “cerebral”  A partir desta quinta-feira, e durante dois dias (11 e 12 de abril), é tudo isto – e muito mais –  que se pode esperar da  iniciativa original que vai  ter lugar nos espaços da Prisão Simulada da FDUP.

A decorrer em paralelo com os trabalhos do Seminário Internacional sobre Prevenção Criminal, Justiça e Segurança, promovido pela Escola de Criminologia da FDUP, o projeto “JOINT OF TWO IMPROBABLE FIELDS? INTERCEPÇÃO IMPROVÁVEL” resulta de uma colaboração antiga entre a FBAUP e a FDUP. “Esse protocolo esteve adormecido e, aproveitando a realização do seminário, decidimos recuperá-lo, desafiando um grupo de estudantes de Direito, Criminologia e Belas Artes a ativar artisticamente as duas celas experimentais que temos na FDUP, que configuram um espaço único no país”, apresenta André Lamas Leite, professor de Direito e coordenador do projeto.

O resultado final, que poderá ser apreciado durante os dois dias do seminário, é um conjunto de várias manifestações artísticas – vídeo, instalação e performance – que vão decorrer em permanência, das 11 às 19 horas, na Prisão da FDUP. Para o final do dia estão reservadas performances mais específicas, como por exemplo um concerto de “música cerebral”, gerada por “um capacete que permite fazer a leitura da atividade cerebral e que, através de um software, é transformada em música”, desvenda André Lamas Leite.

Da reunião improvável entre futuros advogados, criminologistas e artistas resulta então um projeto inovador, onde os universos do Direito e da Arte convergem num propósito. “O objetivo passa por refletirmos um pouco sobre o que é a prisão, o que ela representa do ponto de vista do direito penal. A prisão não é só o espaço físico de cumprimento de uma pena. Há prisões de índole metafórico como os vícios e as adições e é esse sentido plurissignificativo que queremos explorar através da arte”, remata o coordenador.

Os eventos inseridos no “JOINT OF TWO IMPROBABLE FIELDS? INTERCEPÇÃO IMPROVÁVEL” são abertos a toda a comunidade. A entrada é livre.

Mais informações aqui ou na página do evento no Facebook.