Emotiv publica aplicação desenvolvida por investigadores da U.Porto

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A HoMy_EmoRAW destina-se a investigadores que trabalham com dispositivos relacionados com os potenciais do cérebro (Foto: Native Instruments)

A Emotiv, uma das mais famosas empresas internacionais de tecnologias e dispositivos relacionados com os potenciais do cérebro (BCI, Brain Computer Interface), publicou recentemente na sua loja online uma aplicação – a HoMy_EmoRAW –  desenhada e desenvolvida por Horácio Tomé Marques, estudante do Programa Doutoral em Media Digitais lecionado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) no âmbito do programa UT Austin Portugal, em colaboração com Hugo Cardoso, estudante do mestrado Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação (MIEIC) também da FEUP.

Destinada a investigadores nos domínios das artes e das ciências que pretendam utilizar sinais obtidos através de dispositivos Emotiv Epoc Research nos seus projetos, esta aplicação decorre dos trabalhos da investigação de Horácio Marques sobre formas de representação em tempo-real dos fenómenos do cérebro em contextos de prática artística, e partiu de necessidades e problemas relacionados com o acesso a dados brutos dos dispositivos BCI com que o investigador se vinha a confrontar desde o início dos trabalhos de investigação.

Os primeiros passos da criação e uso dos mecanismos incluídos na aplicação, no contexto da investigação, deram-se ainda em 2013 mas, até à sua publicação efetiva, esta teve de passar por uma série de etapas e também procedimentos protocolados pela Emotiv. Estes incluíram a proposta inicial, a discussão de termos e de capacidades, sugestões de implementação, testes alfa, testes beta, testes públicos, revisões, ou a validação dos departamentos de testes e do sistema de qualidade.

A versão 1 da HoMy_EmoRAW está disponível gratuitamente para investigadores que estejam registados no portal da Emotiv.

Para além da referida aplicação, Horácio (que é licenciado em Design da Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da U.Porto) tem participado na criação e desenvolvimento de outros projetos relacionados com os potenciais do cérebro. Um dos mais recentes chama-se SonicMinds e foi desenvolvido em conjunto com Francisco Marques Teixeira (antigo estudante da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da U.Porto (FPCEUP), Francisca Rocha Gonçalves (estudante do Mestado em Multimédia da FEUP) e Miguel Ortiz (a desenvolver trabalhos post-doc na Goldsmiths, Londres) no MusicMakers Hacklab do Festival CTM Berlin 2015, um dos mais importantes festivais de música, arte e tecnologia europeus. O proje7cto/performance propõe a sonificação e controlo de eventos musicais em tempo-real, derivados e baseados em fenómenos e potenciais do cérebro, usando teorias de neuro-feedback e metodologias e processos de aquisição e tratamento de dados brutos.