Cooperação entre indústria e a U.Porto alarga-se à àrea têxtil

Os investigadores convidados apresentaram os projetos em que têm estado a trabalhar e que possam interessar à indústria têxtil.

No passado dia 29 de maio, o edifício da Reitoria da Universidade do Porto acolheu mais uma sessão A2B (Academia to Business), uma iniciativa que tem procurado aproximar o universo científico de diferentes setores de atividade empresarial, e que desta vez esteve centrada no domínio da nanotecnologia e nas suas aplicações àárea têxtil.

A sessão centrou-se nas necessidades da ERT, uma empresa de São João da Madeira que atua na área têxtil para automóveis e que se prepara para apostar no desenvolvimento de aplicações na área da mobilidade. Para isso, Fernando Merino, responsável da ERT, disse que é vital “perceber as expectativas do mercado” e espera, para tal , contar com a colaboração dos investigadores para desenvolver melhores soluções.

A sessão realizou-se no âmbito do projeto Nanovalor e contou com a presença de investigadores das universidades do Porto, Minho, Vigo e Santiago de Compostela, membros do consórcio, e centrou-se, naturalmente, na área das nanotecnologias. Sabendo de antemão das especificidades da ERT, os investigadores convidados apresentaram os projetos em que têm estado a trabalhar e que possam interessar à empresa. Foi o caso, por exemplo, de Joaquim Carneiro, da Universidade do Minho, que falou de aplicações nano para a área têxtil e para a área automóvel, ou de Carlos Fonseca, da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), que se centrou nos sensores têxteis de extensão.

Os parceiros espanhóis também apresentaram as suas ideias e soluções. Carmen Blanco, da Universidade de Santiago de Compostela, falou sobre a tecnologia da empresa spin-off Nanogap  e as possíveis aplicações nas atividades da ERT. Miguel Carrera Duarte, da Universidade de Vigo, segui a mesma linha de intervenção mas em relação ao Grupo TNT (TecmNanoTech), e como este pode ajudar a empresa convidada.

Para Fernando Merino, da ERT, a cooperação entre indústria e Universidade pode ser vantajosa para ambas as partes. “Queremos subir na cadeia da inovação. I isso passa por saber quem faz investigação e onde estão os investigadores”, referiu. Lançando o mote para o networking, o representante da empresa salientou ainda a vontade da ERT em ouvir as soluções dos investigadores para os seus problemas: “A nossa prática de inovação tem muito a ver com desenvolver parcerias. Queremos desenvolver alianças estratégicas”, rematou.