FEUP elege vencedores de “maratona” de engenharia

EBEC FEUP 2015

Iniciativa reuniu 240 estudantes da FEUP. (Foto: DR)

Foram 24 horas sem parar. Cerca de 60 equipas, 240 estudantes e muita criatividade, improviso e vontade de ganhar. Assim decorreu a 7ª Edição da European BEST Engineering Competition (EBEC),  na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), onde foram eleitas as duas equipas vencedoras: a ‘Curto Circuito’ na categoria Team Design e a ‘Team Deloitte’ na categoria Case Study.

(foto D.R.)

Equipa ‘Curto Circuito’, vencedora na categoria Team Design (Foto D.R.)

Francisco Matos, Pedro Martins, Hugo Salgado e Luís Cruz frequentam o 1º ano de Engenharia Eletrotécnica e responderam ao desafio de criar um protótipo de um coração artificial que tivesse a capacidade de “bombear” dois fluídos, sem os misturar. Para preparar o protótipo usaram seringas para bombear o fluído, um motor servo para as operar e um arduino para automatizar o processo. Em 24 horas apenas descansaram duas, pois havia sempre algo a melhorar De acordo com a equipa o processo decorreu “sem grandes percalços” uma vez que mantiveram sempre a ideia original. O momento mais desafiante terá sido a “criação de vácuo suficiente para bombear o líquido alto e criar uma estrutura robusta e sem fugas”.

“Gostamos muito deste tipo de concursos e correu tudo muito bem –  os concorrentes gostaram do desafio, houve projetos criativos, as empresas perceberam o valor desta competição e a organização, juntamente com todos os docentes e com a FEUP, fizeram um trabalho muito bom no planeamento e realização do evento”, destaca equipa Curto Circuito.

(foto: D.R.)

Equipa ‘Team Deloitte’, vencedora na categoria Case Study (Foto: D.R.)

Já na categoria Case Study foram reconhecidos Xavier Andrade, Pedro Vasques, João Costa e Francisco Marques, estudantes do 4º e 5º ano de Engenharia Industrial e Gestão. O plano de negócios da Team Deloitte’ tinha de responder às necessidades de uma seguradora de vida e de saúde. A solução proposta passou pela utlização de dados obtidos pelos wearables (produtos tecnológicos em constante contacto com o seu utilizador) sobre as condições vitais de uma pessoa para permitir um apoio mais adequado aos clientes. O principal obstáculo encontrado durante o processo teve a ver com a escolha da aplicação e a geração de uma ideia viável, tanto em termos tecnológicos como financeiros.

A equipa Deloitte não deixa de referir que “a EBEC, para além de um desafio, é uma ótima oportunidade para adquirir competências humanas, testar capacidades e desenvolver laços. É uma experiência única e, ainda por cima, come-se de borla (risos)!”.

As duas equipas ficaram assim selecionadas para a fase nacional – EBEC Portugal –  que decorre em Aveiro, de 22 a 24 de maio e onde participam os vencedores das diferentes competições locais, de cinco universidades portuguesas. A final europeia irá decorrer, pela primeira vez, no Porto, de 1 a 10 de agosto.