Alumnus da FEUP preside Conselho Nacional da Juventude

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Mestre em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (MIEEC), Hugo Carvalho integrou a direção da Associação de Estudantes da FEUP e a Federação Académica do Porto (FAP). (Foto: DR)

Hugo Carvalho é o novo presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). O antigo estudante da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) foi eleito em representação da Federação Académica de Desporto Universitário (FADU), no dia 3 de janeiro, durante a 70ª Reunião Ordinária da Assembleia Geral Eleitoral.

Criado em 1985, o CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude de âmbito nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, ambientais, escutistas, partidárias, estudantis, sindicalistas e confessionais). “Presidir a Direção do Conselho Nacional de Juventude é, além de uma grande honra, uma grande responsabilidade: liderar a plataforma política de representação da juventude portuguesa. É que as políticas de juventude fazem-se de múltiplas dimensões”, admite Hugo Carvalho. “Fazem-se de reformulações, de reorganizações e, no fundo, da constante revitalização com novas ideias: quem souber conduzir as forças inovadoras da sociedade estará a adiantar-se em relação aos seus pares.”

Com um percurso académico que passou pelo Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (MIEEC) da FEUP, Hugo Carvalho foi dirigente associativo e integrou a direção da Associação de Estudantes da FEUP e também da Federação Académica do Porto (FAP). Os cargos que desempenhou permitiram-lhe ganhar experiência e sobretudo contacto com as novas gerações, que funcionarão como mais-valia para as novas funções que agora vai desempenhar no Conselho Nacional da Juventude. “Quero ajudar a construir um CNJ multiplicador do seu potencial, um CNJ transformador da sociedade, do país e do mundo, um CNJ veiculador das ideias e das exigências dos jovens”, anuncia o jovem.

Com um mandato de dois anos pela frente, Hugo Carvalho pretende marcar a agenda política do CNJ com uma forte intervenção na promoção da saúde e dos hábitos de vida saudáveis; na valorização da educação e na afirmação das reivindicações da juventude portuguesa nos espaços de representação internacional. Dentro deste conjunto de prioridades, o novo presidente destaca duas áreas que vão merecer especial atenção durante este mandato: o emprego e a participação formal dos jovens designadamente através do exercício do seu direito de voto, e a participação no associativismo, voluntariado, intercâmbios, formações, campos de férias, etc.

Hugo Carvalho acredita que o facto de no próximo biénio se comemorarem os 30 anos da Lei de Bases do Sistema Educativo e os 10 anos do regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior será “certamente o momento de avaliar o sistema educativo do país e de perceber o impacto destas iniciativas legislativas no percurso escolar e académico dos jovens”.

Além de Hugo Carvalho, para a direção do CNJ foram eleitos oito vogais: Agostinho Oliveira (IEJ), Joana Magalhães (CNE), João Valério (rede ex aequo), Luís Encarnação (JCP), Paulo Silva (AEP), Samuel Vilela (JSD), Valentino Cunha (JS) e Vasco Touguinha (FNESPC). A presidência da Mesa da Assembleia Geral ficou a cargo de Alberto Silva (ANEM) e a vice-presidância para Francisco Mota (JP). Para o Conselho Fiscal foram eleitos Francisco da Silva (JP) como Presidente, e Pedro Barcelos (ANEVE) e André Figueiredo (JS) como vogais.