75 professores brasileiros recebem diplomas da Universidade do Porto

Depois de três semanas de formação intensiva , os 75 professores do Ensino Secundário do Brasil que durante o mês de janeiro estiveram em formação na Universidade do Porto, ao abrigo de uma colaboração inédita entre a Universidade e a agência nacional brasileira CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), receberam no passado dia 31 os seus diplomas de aprovação, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre da Reitoria .

Recorde-se que a Universidade do Porto foi selecionada pelo Estado brasileiro para dar formação aos seus professores do Ensino Secundário. O primeiro grupo de docentes chegou ao Porto no início de janeiro para um curso de três semanas nas áreas de Física, Química e Língua Portuguesa, ministrado nas faculdades de Ciências e de Letras da Universidade do Porto.

Durante este período, os professores brasileiros participaram em aulas teóricas e práticas para especialização em questões como a utilização de meios multimédia na sala de aula, a conceção de experiências modernas de Química e Física, o recurso a quadros interativos e meios de e-learning ou a elaboração de métodos interativos de ensino.

Estas ações inserem-se então no programa de formação de professores de nível avançado da agência nacional brasileira CAPES, que selecionou a U.Porto como uma das entidades formadoras deste programa.

Integrado nas novas políticas de desenvolvimento da escola pública brasileira lançadas pela Presidente Dilma Rousseff, o projeto é totalmente financiado pela agência CAPES, que assume os custos com viagens, alojamento e propinas dos formandos. No caso específico deste programa de cooperação com a Universidade do Porto, o investimento do Estado brasileiro ronda os 300 mil euros.

  • Miguel Ângelo

    Expecialmente, no âmbito da Lingua Portuguesa, nem sequer deveria ser uma agência brasileira a suportar programas de aperfeiçoamento de “Pessoal de Nível Superior” do Brasil nas Universidades portuguesas, uma vez que é de todo o interesse para Portugal difundir o trabalho linguístico e filológico desenvolvido em Portugal a todos os PALOP, bem como toda a oferta académica disponível a estes ao nível da sua futura formação graduada e, máxime, pós-graduada no nosso país; e fomentar o intercâmbio de estudantes da lingua portuguesa e a respetiva partilha de conhecimentos da língua em todos os PALOP. Tudo isto porque contribuirá assaz para a incremento do capital humano ao serviço da língua de Camões, para a unificação, preservação, desenvolvimento e consolidação da Língua em todo o território lusíada, para a revitalização e estreitamento das relações com e entre os PALOP – pois a língua é a base de toda a interação diplomática – e para a materialização da política de afirmação da nossa língua como uma das mais importantes no panorama mundial e, por conseguinte, de Portugal, enquanto cabeça do V império.